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Conteúdo: Avaliação é do Iedi ao avaliar números do IBGE
Embora a formação bruta de capital fixo tenha atingido 20,4% do produto interno bruto (PIB), no primeiro trimestre de 2006, conta a média de 19,9% em 2005, o nível dos investimentos no país está longe do patamar mínimo de 25%, para assegurar crescimento sustentado acima de 5% ao ano. A avaliação é do Instituto de Estudos e Desenvolvimento Industrial (Iedi), ao avaliar os números do IBGE sobre o primeiro trimestre deste ano. A taxa de investimento de 20,4% é a maior desde o primeiro trimestre de 2001 (para comparações com os três primeiros meses do ano) e desde o terceiro trimestre de 2004, se comparada com os períodos anteriores.
"Contudo, a tendência de crescimento recente do investimento, ao que tudo indica, não é generalizada, estando associada, sobretudo, à reativação do setor de construção civil e às importações de bens de capital, estimuladas pela apreciação cambial de 2005. Ademais, o patamar de 20% está aquém do desejável para a economia brasileira. Uma taxa de investimento de 25% do PIB seria necessária para atingir um crescimento sustentado acima de 5% ao ano", ressalta o Iedi em nota.
A valorização do real em 2005 teve duplo impacto negativo sobre o crescimento do PIB: para a desaceleração das exportações e o avanço das importações. O Iedi salienta que o saldo da balança comercial fora justamente um dos principais pilares da expansão, mesmo que limitada, do país nos últimos anos.
Fonte: Folha de São Paulo |