O aumento dos fretes aéreo e marítimo também afeta o setor.
Mário Fernandes, presidente da Abreti, entidade que será expositora da Feira Transnacional 2005, ressaltou que, além da queda do dólar, o aumento dos fretes aéreo e marítimo também reduz a lucratividade do setor. O pequeno crescimento da economia e a queda do dólar frente ao real já preocupam o setor de transporte internacional de cargas e diminui as expectativas de crescimento para esse ano. "Nossa receita é em dólar e nossos custos em real. Com isso, nossa lucratividade é afetada", declarou o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Internacional (Abreti), Mário Fernandes.
Segundo o executivo, o aumento dos fretes aéreo e marítimo também afeta o setor. "As companhias marítimas sobem os fretes por falta de espaço nos navios e as companhias aéreas, que também sofrem com a questão da lucratividade, aumentam os fretes por conta do alto preço do petróleo", afirmou ao NetMarinha.
Fernandes, que também é diretor financeiro da DHL, ressaltou que o setor enfrenta ainda problemas em relação a infra-estrutura logística brasileira e aos processos burocráticos pertinentes ao comércio exterior. "A estrutura atual de portos e rodovias é precária. No Estado de São Paulo a situação é um pouco melhor, mas no resto do Brasil está um absurdo", comentou.
Conforme explicou o presidente da entidade, uma das preocupações da Abreti é buscar junto a órgãos governamentais como o Banco Central, Receita Federal, portos e aeroportos, soluções para as atividades do transporte internacional de cargas.
"Nossa maior preocupação é facilitar a operação desse mercado que muitas vezes é complicado", salientou. "Queremos contribuir com os órgãos, fazendo com que os controles sejam feitos de uma forma mais prática e menos custosa", completou.
Fonte: Net Marinha |