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No Porto do Rio Grande, segundo a Afama, estão paradas 56 mil toneladas de mercadorias
Representantes das Associações de Fiscais Agropecuários Federais de todos os estados estarão em Brasília hoje, amanhã e sexta-feira, participando de assembléia para avaliação da greve, retomada em 27 de agosto. O encontro se inicia hoje à tarde. De acordo com José Luiz Castilhos, presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários Federais do Rio Grande do Sul (Afama/RS), neste período, eles também vão tentar conversar e negociar com o Ministério da Agricultura (Mapa).
A intenção é conseguir que o Mapa apresente uma nova proposta para a categoria. A proposta feita pelo Ministério da Agricultura anteriormente, de reajuste de 20% em três parcelas anuais, foi rejeitada pelos fiscais agropecuários. Castilhos relatou que a greve se mantém forte. A categoria só está atendendo o previsto em lei e a determinação judicial de manter 60% do efetivo em atividade, apesar de já ter ingressado com recurso na Justiça contra essa medida.
Os fiscais agropecuários federais estão reivindicando o cumprimento do acordo feito com o governo Federal em 2005, no qual está incluída a reestruturação do Plano de Carreira com nova tabela remuneratória. Também luta pelo pagamento dos passivos que o governo deve aos médicos veterinários e pela criação da Escola Superior de Fiscalização Federal Agropecuária.
Ontem, em conseqüência da greve, já se encontravam represadas 94 mil toneladas de produtos em portos, aeroportos e postos de fronteiras do Estado, quantidade equivalente a 90 milhões de dólares. Deste total, 56 mil toneladas são de mercadorias paradas no Porto do Rio Grande, o que corresponde a 52 milhões de dólares. De acordo com a Afama/RS, entre as mercadorias represadas estão tabaco, madeira, mescla protéica e proteína de soja.
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