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A implementação da cultura multimodal no País é a solução para os gargalos da logística do transporte de mercadorias em direção aos grandes portos do País, como Santos, afirmam especialistas do setor. Para eles, empresas rodoviárias, ferroviárias e marítimas não devem se preocupar em competir por cargas, mas em integrar seus serviços.
Segundo o presidente da Associação de Desenvolvimento da Multimodalidade, José Carlos da Silva Caridade, os obstáculos para se chegar aos portos brasileiros tornam obrigatória a busca de saídas competitivas. Uma delas é a substituição do modal rodoviário pelo ferroviário.
"Há uma precariedade enorme de acessos e dificuldades imensas nos nossos portos. Então hoje, o dono da carga tem que ser criativo, inventivo. Mas ele não tem a visão multimodal do armador, que oferece comodidade ao cliente. Ao invés do exportador se preocupar, o serviço fica a cargo de um operador. No mundo inteiro se pratica a multimodalidade'', defendeu Caridade, também professor da Escola de Shipping & Trading de São Paulo.
O coordenador do curso Gestão de Portos, do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), Marcelo Patrício, defende que a tendência é realmente a ampliação da integração entre os modais de transporte. ''Não tem competição porque há carga para todo mundo. O que acontece em uma integração é o alcance de uma performance melhor no uso dos recursos disponíveis".
Para Patrício, a escolha pela movimentação multimodal é também uma forma de desafogar o sistema rodoviário. ''A programação de chegada do navio combinada com a do trem e o agendamento de entrega de cargas nos terminais é o fator que reduz, por exemplo, o tempo e o custo das operações'', levantou.
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