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O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, defendeu a abertura do capital da empresa, em encontro com representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), no Rio. A idéia também é aceita pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelo Ministério da Fazenda.
A abertura do capital da Infraero não será - se for efetivamente decidida - uma tarefa fácil. Em primeiro lugar, porque a participação de investidores privados obrigaria a empresa a adotar métodos transparentes de gestão - o que certamente contrariaria os interesses político-partidários que lá se enquistaram. Depois, porque a empresa tem características que podem desestimular os investidores.
A Infraero responde pela administração de 67 aeroportos, 80 unidades de apoio à navegação aérea e 32 terminais de logística de carga, com 26,5 mil funcionários, entre estatutários e terceirizados.
Esses aeroportos concentravam, em 2006, segundo dados do site da companhia, 97% do movimento do transporte aéreo regular do Brasil, com 1,9 milhão de pousos e decolagens de aeronaves que transportaram 102 milhões de passageiros e 1,2 bilhão de toneladas de cargas.
Esses números dão a impressão de que se trata de um negócio fabuloso. Mas não é bem assim. Na verdade, o que sustenta a empresa é a operação de apenas 10 aeroportos, entre eles Congonhas, Guarulhos, Viracopos, Santos-Dumont e Galeão. Os 57 restantes, além de serem deficitários, exigem dispêndios de manutenção e, alguns, de ampliação. |