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do produto determina se transporte será aéreo, ferroviário,
marítimo ou rodoviário
O volume, o peso, o prazo de chegada e o valor agregado da mercadoria
são os principais fatores que podem determinar a escolha
do meio de transporte ideal que deve ser usado para despachar o
produto para o exterior.
O primeiro passo é providenciar uma cotação
do serviço nas diferentes empresas que atuam com transporte
marítimo, aéreo, ferroviário e rodoviário.
Além disso, ouvir a avaliação de outras companhias
que já utilizaram o serviço evita aborrecimentos.
O gerente executivo do projeto Export Plastic (consórcio
de 110 empresas do setor de plástico), Wagner Delarovera
Pinto, conta que a última opção da pequena
empresa é tentar exportar pela primeira vez sozinha. "É
custoso tanto pagar uma "trading", que vai ficar com parte
do seu lucro, como fazer o caminho sozinha."
Para o gerente, uma opção é se associar a programas
de consórcio de exportação independentes ou
ligados à Apex. "Vai custar bem menos, e o produto estará
em outros países com marca própria. Assim o fabricante
terá um retorno da aceitação do seu produto
e poderá adaptá-lo a cada mercado. Quando se utiliza
uma "trading", quase sempre quem aparece é ela",
afirma -leia mais sobre "tradings" à pág.
12.
Diógenes Duarte Sobral, gestor do Cobrimex (Consórcio
Brasileiro para Importação e Exportação),
orienta que o tipo de produto que se produz vai definir a via que
o empresário deve usar para exportar. "O transporte
marítimo é mais barato, se comparado com o aéreo.
Uma carga de um quilo, por exemplo, custa, ao exportador, US$ 1,80
pela via aérea e US$ 0,10 pela marítima", exemplifica.
Para atender à demanda, as empresas de navegação
investem mais. Hamburg Süd e Aliança Navegação
e Logística, por exemplo, estão fazendo reestruturações.
A primeira recebe seis novos navios a partir de maio. As duas anunciaram
que vão aumentar a capacidade de cargas em suas linhas de
cabotagem (serviço marítimo doméstico) e de
longo curso entre 10% a 12%.
"O mercado como um todo tem batido recordes", afirma José
Roberto Salgado, diretor comercial do grupo que une as duas empresas.
"A grande estrela do momento é a Ásia, puxada
pela China", acrescenta. Segundo seus dados, o aumento dos
negócios para o mercado asiático foi de 235% de 2003
para 2004.
A infra-estrutura dos portos brasileiros é o único
empecilho do grupo. "Existe, no geral, uma deficiência
para acompanhar o crescimento da demanda." Os novos navios,
por exemplo, são muito grandes para alguns desses portos,
como os de Santa Catarina. "Não há guindastes
grandes o suficiente para alcançar toda a extensão
do navio nem profundidade de água para que a embarcação
entre e saia do porto com segurança", explica.
Mas não é só o custo que define o meio de transporte.
"É preciso levar em consideração o alto
valor agregado da mercadoria. Um eletrônico geralmente é
despachado via aérea se não for muito pesado. O tipo
de produto e o prazo de chegada ao destino também são
determinantes", comenta.
Remessa
Mesmo ao optar por uma remessa individual, por empresas como Correios
ou Fedex, a necessidade de análise de orçamento e
custo-benefício não desaparece.
"Os Correios têm custo me- nor porque trabalham com parceiros
no exterior, mas atendem menos países. Já a Fedex
tem custo maior porque tem estrutura própria em mais países
e faz o serviço porta-a-porta sem depender de outras",
pondera Sobral.
O gestor do Cobrimex afirma que o consórcio atinge custos
até 30% menores na remessa de seus produtos porque a logística
de distribuição é feita por empresas associadas.
Além disso, o volume maior de exportações ajuda
a baratear a operação.
Lentidão
Alguns empecilhos são comuns a indivíduos e consórcios.
É o caso da burocracia alfandegária. Enquanto nos
EUA uma carga é liberada em seis horas, no Brasil o processo
pode levar dias.
Segundo o diretor de infra-estrutura e serviços do porto
de Santos (maior terminal exportador do país), Arnaldo Barreto,
as últimas intervenções de alargamento de avenidas
dentro do complexo eliminaram o gargalo.
"Neste ano, o governo federal vai investir R$ 127 milhões
na modernização do porto. Até o final de abril
já cumpriremos as normas internacionais de segurança
e será concluída a construção de um
complexo administrativo, o "despacha-rápido", em
frente à delegacia da Receita Federal. Lá, todos os
órgãos vão trabalhar juntos", completa.
(ROSANGELA DE MOURA)
Aumentam as vendas pela internet
O índice do varejo on-line, publicado pela E-Consulting
e pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico,
cresceu 47% de 2003 para 2004. O público consumidor virtual,
que em janeiro de 2004 era de 2,4 milhões, ultrapassava a
casa dos 3,6 milhões no final daquele ano, o que representa
12% do total de usuários da internet no Brasil. A tendência
é que eles sejam 6 milhões até o final de 2005.
No mundo, o índice de varejo on-line cresceu 82%. Bom para
as empresas. "Tenho vários clientes exportando pela
internet", diz Walter Hannemann, da Ciashop, empresa de soluções
para comércio eletrônico que, além de montar
o site para o cliente, integra todas as ferramentas de exportação.
Os Correios são responsáveis por 70% das entregas.
Um site completo, para pequenas empresas, custa entre R$ 5.000 e
R$ 10 mil. "Dá para fazer até mais barato, se
tiver menos recursos", calcula Hannemann. (RGV)
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