Reunião do BRIC no Brasil querreforçar
papel no cenário global pós-crise
12/04/2010 - DCI
PEQUIM - O Brasil se prepara para receber está semana os líderes de Rússia, Índia China para reunião do grupo conhecido pela sigla BRIC. O encontro, programado para acontecer em Brasília no final da semana, tem como objetivo debater o papel dos emergentes na crise financeira internacional e a ajuda aos países mais pobres. Além disso, deve ser apresentada também a experiência brasileira com comércio em moeda local, usado como referência principal. De acordo com fonte do governo brasileiro, a substituição do dólar não deve ser tratada na reunião.
Membros do Grupo dos Vinte (G-20 - que reúne as principais nações emergentes e os países mais ricos), os quatro países querem ter maior influência no modelo para o mercado financeiro global que surgirá após a crise e pretendem usar o encontro para buscar pontos em comum e um papel conjunto a cumprir nas negociações do G-20, encarregado de elaborar as propostas para evitar a repetição de colapso de bancos, empresas e economias.
Além disso, o presidente chinês, Hu Jintao, deve aproveitar a viagem ao Brasil para cobrar uma antiga promessa do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva: o reconhecimento da China como economia de mercado. De acordo com o embaixador Roberto Jaguaribe, subsecretário de Assuntos Políticos do Itamaraty, a medida "interessa ao governo brasileiro, e a China pretende ultimar esse processo".
O reconhecimento da China como economia de mercado pelos países-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) é parte do processo de adesão do país asiático à entidade internacional. O Brasil fez esse reconhecimento durante a primeira visita oficial do presidente Hu Jintao a Brasília, em 2004. A iniciativa provocou protestos do setor privado nacional e da oposição no Congresso, e até mesmo reprimendas dentro do próprio governo.
O Iuane
A China pode aumentar a taxa de juros este mês, mas provavelmente não irá retomar a apreciação do iuane tão rapidamente, disse um economista sênior do governo. Uma nova revalorização da moeda é improvável, disse Zhu Baoliang, economista-chefe do Centro Estatal de Informação, um instituto da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento, a importante agência de planejamento do país. "Eu acredito que um aumento da banda é possível, mas outra revalorização é improvável. O iuane pode ser atrelado a uma cesta de moedas", afirmou ele.
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