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Menos custos com viagem corporativa


12/04/2010 - WEBTRANSPO

Uma solução online que torna possível a economia de até 15% nas viagens corporativas – incluindo passagem aérea, hospedagens e outros serviços. Sonho? Por incrível que possa parecer, não.

Comum nos Estados Unidos, o self-booking, sistema de auto-reserva, deve se tornar mais popular no mercado brasileiro nos próximos anos, ao menos é o que acredita Luigi Botto, diretor da Argo IT, especializada neste tipo de ferramenta.

De acordo com o executivo, a tendência é que, em dois ou três anos, as empresas brasileiras despertem para esta solução.

“Esta tecnologia e os avanços da Internet não estão presentes no País há tanto tempo, por isso, hoje, há uma taxa de adesão pequena”, argumenta Botto, em referência ao índice de 6% de corporações brasileiras utilizando o serviço atualmente. Nos Estados Unidos, este volume chega a 45%.

Para se ter uma ideia do potencial do volume de viagens corporativas no País, no ano passado, o setor gerou uma movimentação de R$ 32,06 bilhões. De acordo com um levantamento Abgev (Associação Brasileira dos Gestores de Viagens Corporativas), no período, a receita do setor – incluindo os prestadores de serviços que atuam nos segmentos de hospedagem, transporte aéreo e locação de veículos – ficou em R$ 17,61 bilhões. Em 2008, este volume foi de R$ 17,46 bilhões.

“Se a empresa procurar de maneira convencional as agências, obterá, em média, três alternativas de voos e tarifas. Com o self-booking, o número de opções sobe para 70, por exemplo, com isso, é possível obter uma redução de custos entre 10 e 15%”, explica.

E complementa: “o ganho pode ser ampliado se levarmos em consideração outros fatores, como o tempo economizado nas buscas, a ampla gama de oportunidades e a facilitação no gerenciamento”.

Para o executivo, a auto-reserva permite alinhar sistemas e tornar mais claras as políticas de viagens das corporações, o que inclui esquema de autorizações, formas de pagamento adotadas, determinação de valores máximos pagos por trechos e hospedagens.

“Dentro de uma organização empresarial, as viagens representam o terceiro maior custo, perdendo apenas para a folha de pagamento e os gastos com telecomunicações”, detalha Botto.

Para as empresas que estão dispostas a investir em seus próprios sistemas de self-booking e no treinamento de profissionais para operá-los, terão que destinar, em média, R$ 500 mil anualmente.

De acordo com Botto, com este volume, é possível obter o retorno do investimento – que varia conforme a complexidade de cada companhia – entre 12 e 18 meses. Entretanto, para as empresas que não possuem ou não querem realizar este tipo de aplicação, uma boa opção são as agências de viagens.

O executivo explica que, ao contrário do que se pode pensar, as agências de viagens não são dispensáveis neste processo. “Ela tem uma grande competência e prepara, principalmente no pós-venda, pois acessar a ferramenta, fazer uma reserva e pedir uma emissão de tiquetes é relativamente simples. Mas se ocorrer qualquer problema durante a viagem, por exemplo, a agência oferece todo o suporte necessário, devido sua alta capacitação”, finaliza.


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