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Argentina opta por moeda local
para comprar do Brasil


22/07/2010 - NewsComex-Logistica e Comercio Exterior

As constantes pressões do governo argentino sobre o empresariado local resultou em negociações recordes por meio do Sistema de Moeda Local (SML), que elimina o dólar das operações de comércio exterior. De acordo com o Banco Central, o valor obtido em 224 operações de exportação foi de R$ 158 milhões. No mesmo mês do ano passado o valor apresentado foi de R$ 27 milhões.

Segundo empresários argentinos o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, ordenou que as importações e exportações fossem em proporções iguais e que os alimentos do Brasil vão poder entrar no país, mas os importadores vão ter de usar o SML, para o intercâmbio comercial não prejudicar a economia interna argentina.

"O governo está preocupado com a grande quantidade de dólar na economia argentina e a desvalorização do peso frente ao dólar. O lado positivo é que temos o SML para comprar do Brasil", disse uma fonte argentina.

O setor de autopeças também recebeu a orientação de importar peças do Brasil usando o SML, criado em outubro de 2008 para eliminar o dólar das transações comerciais. Mas o Brasil não é o único a sofrer as barreiras. Tanto que o porta-voz da União Europeia, John Clancy, acusou a Argentina de aplicar medidas protecionistas e pediu que o governo "deixe imediatamente de bloquear" as importações europeias. "Estamos muito preocupados porque a situação atual está tendo um impacto negativo em algumas exportações de produtos comestíveis da UE", disse Clancy.

"Houve um acordo entre os dois países para usar o SML, isso se deve a perda da importância do dólar, como referência monetária internacional, segundo ponto, evita despesas com conversões de moeda. Há uma variação do real para o dólar e do peso para o dólar, fica mais previsível os preços por meio do SML", acrescenta o professor da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite.

No ano as exportações do Brasil para Argentina pelo SML atingiu o montante de R$ 485,9 milhões no total de 1.347 operações. Enquanto as importações marcaram R$ 4 milhões e 19 operações comerciais. Em 2009, na análise do mesmo período, o valor das exportações foi de R$ 122,5 milhões em 308 operações. Já as importações marcaram R$ 1,2 milhões com 32 operações.


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