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Brasil teve o segundo melhor
desempenho entre os BRIC


08/09/2010 - DCI

SÃO PAULO - Além de ter apresentado o quinto maior crescimento econômico, em uma relação de 16 países que já divulgaram o PIB do segundo trimestre na comparação com o primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ficou atrás apenas da China dentro do países que formam o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). O país chinês avançou 10,3% do segundo trimestre para o mesmo período do ano passado. A comparação foi feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado na última sexta-feira. O IBGE comparou o crescimento econômico dos países que formam do BRIC, sem o efeito sazonal, já que só o Brasil divulgou esse percentual. Assim como o Brasil, a Índia cresceu 8,8% no segundo trimestre em comparação com igual período de 2009. Já a Rússia teve expansão de 5,2%.

País com menor crescimento, a Rússia registra o maior PIB per capita: US$ 15,1 mil, enquanto a China, que lidera a lista, tem PIB per capita de US$ 6,6 mil, e a Índia, US$ 3,1 mil. Ao exibir os gráficos do crescimento econômico desde 2008, a gerente da Coordenação das Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis destacou que Brasil e Rússia foram os integrantes do BRIC que mais sofreram com a crise mundial.

Esta alta do PIB no segundo trimestre não surpreendeu a maioria dos especialistas brasileiros, assim como os argentinos. "O desempenho do Brasil não causa surpresas porque todos os países emergentes estão com taxas de expansão altas", minimizou o economista José Luis Espert, da consultoria Espert & Associados. Ele diz que "os ventos sopram a favor dos emergentes por razões elementares: no último século, os preços dos produtos que estes países exportam são os melhores e as taxas de juros dos Estados Unidos e Europa são as mais baixas, enquanto nos emergentes são mais atrativas".

O analista da Delphos Investments, Leonardo Chialva, completa: "O Brasil está no centro do apetite dos investidores ao pagar taxas de retorno acima de 9% e, no curto prazo, o fluxo continua sendo para o mercado brasileiro". Ele opina que esse cenário pressiona a cotação do câmbio e, por isso, há certa preocupação por parte dos investidores com o valor do real.


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