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Secretaria investe R$ 114 milhões para desburocratizar operações portuárias


04/10/2010 – CONEXÃO MARÍTIMA

Inexistência de informações, problemas de comunicação, documentos não padronizados e a falta de segurança operacional adequada são alguns dos problemas enfrentados diariamente nos portos de todo o país, que, de acordo com a Secretaria Especial de Portos da Presidência da República (SEP/PR) movimentam mais de 700 milhões de toneladas de mercadorias por ano, o que corresponde aproximadamente a 90% do comércio exterior brasileiro.

Para da um fim às toneladas de papel, a SEP, em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) criaram o programa Porto Sem Papel (PSP). O objetivo é desburocratizar as operações portuárias e diminuir o tempo de estadia das embarcações nos portos brasileiros. Segundo o diretor do Departamento do Sistema de Informações Portuárias da SEP, Luis Resano, a medida faz com que os portos sejam mais competitivos nacional e internacionalmente.

Em entrevista à Agência T1, o diretor explicou que, em média, a estadia de um navio em um porto brasileiro é de 6 dias. Na Alemanha, essa estadia é de apenas 7 horas. “A previsão é que, com o projeto, o tempo de estadia do navio reduza em até 25%.

O custo operacional de um navio de médio porte, na melhor das hipóteses, é de 30 a 40 mil dólares a diária. A carga procura o melhor caminho, e o melhor caminho é o mais barato. Imagine um navio de grande porte ficar preso por vários dias por conta da burocracia? Quem paga somos nós, porque isso tudo é repassado para a carga, não tenha dúvida disso. O empresário nunca fica no prejuízo”, explica.


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