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União Europeia endurece regras para
cargas vindas de fora do bloco


03/12/2010 – DCI

BRUXELAS - A União Europeia (UE) adotará em 2011 uma nova legislação com critérios de segurança mais rígidos para o transporte aéreo de cargas procedentes de países de fora do bloco, com o que pretende reduzir o risco de ataques terroristas. A iniciativa, respaldada ontem pelos ministros europeus de Transportes e de Interior, é uma resposta à onda de envios de pacotes com explosivos do final de outubro e foi recomendada pelo grupo especial criado então para estudar como melhorar a segurança no transporte aéreo de cargas e correspondências.

O primeiro passo será estabelecer critérios para identificar cargas que representam um risco particular e avaliar as normas de segurança aplicadas pelos aeroportos de países que não pertencem à UE.

Segundo o comissário europeu de Transportes, Siim Kallas, que participou da elaboração da proposta, a ideia não é inspecionar todos os pacotes transportados, já que isso "paralisaria tanto a indústria da aviação, como nossas economias, que dependem de serviços de carga rápidos e confiáveis".

Uma atenção especial será dada aos pacotes considerados suspeitos e aos procedentes de países onde atuam grupos extremistas, principalmente o Iêmen. Uma missão europeia visitará o Iêmen para determinar os riscos específicos apresentados por seu setor de transporte aéreo de cargas.

A UE também investirá em projetos destinados a melhorar técnicas de inspeção e filtragem de frete e no desenvolvimento de novos equipamentos, assim como em programas de formação para os trabalhadores dessa área. Outro ponto ressaltado pelos ministros europeus é a necessidade de reforçar o intercâmbio de informação entre os 27 países do bloco, para que todos possam ser rapidamente alertados sobre possíveis ameaças e decidam juntos eventuais medidas de segurança.

Ao mesmo tempo, a UE intensificará a cooperação com organizações internacionais de aviação e transportes, com o objetivo de chegar a um acordo sobre critérios de segurança que poderiam ser aplicados globalmente.

O grupo especial defende que o transporte aéreo de cargas e correspondências "é uma atividade de envergadura mundial", por isso todos os países deveriam adotar as mesmas medidas de segurança.

"Essas medidas permitirão não apenas melhorar a segurança nos países não membros da UE, mas serão também de imenso interesse para os intercâmbios mundiais", afirma a proposta do grupo.


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