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Setembro, 2007 | www.abreti.org.br    
  Governo quer incentivar a exportação de serviços

Fonte: Valor Econômico - 18/09/2007
 
 
O sistema, que será discutido com empresários do setor de serviços e deve estar em funcionamento até o fim de 2008, já tem nome, Siscoserv.

Quando, em São Paulo, um dos 90 profissionais do Centro de Diagnóstico Fleury - Medicina e Saúde recebe uma ultras-sonografia para fazer um diagnóstico, o paciente pode estar do outro lado do Atlântico, na cidade do Porto, Portugal. Cerca de 40 exames diários (quase 10 mil anuais) feitos pelo Fleury são um tipo especial de exportação, encoberto pelas estatísticas oficiais: a venda de serviços médicos ao exterior. O governo começa a discutir seriamente a criação de incentivos para exportações desse tipo, mas, até para saber o que incentivar vai criar um inédito sistema de acompanhamento informatizado desses negócios.

O sistema, que será discutido com empresários do setor de serviços e deve estar em funcionamento até o fim de 2008, já tem nome, Siscoserv (Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços). Deve seguir a mesma lógica do conhecido Siscomex, o sistema informatizado que registra em tempo real as exportações e importações de mercadorias - e permite estatísticas atualizadas do comércio de bens do Brasil com outros países. O objetivo não é apenas refinar estatísticas, informou ao Valor o secretário Nacional de Comércio e Serviços, do Ministério do Desenvolvimento, Edson Lupatini.

"Para dar os benefícios que já existem para exportações de bens, por exemplo, eu preciso ter esses dados que serão fornecidos pelo Siscoserv", explica Lupatini.

Na categoria de exportação de serviços estão atividades tão distintas quanto assessoria a times de futebol, fretes e turismo. O Brasil vem aumentando a um ritmo crescente as exportações de serviços, que, na avaliação preliminar do Ministério do Desenvolvimento, cresceram quase 25% no primeiro semestre, bem acima dos menos de 20% de aumento na exportação de bens. O balanço com o exterior foi negativo, porém, em US$ 4,6 bilhões só no primeiro semestre, porque o Brasil também importa, especialmente serviços de transportes (fretes, principalmente) e serviços de turismo - os dois somam 45% do total das importações.
 
 
 
 
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