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Brasil abre os portos às nações amigas


12/05/2011 - PORTAL WEBTRANSPO

De acordo com um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o Brasil tem cinco anos para evitar um apagão logístico nos portos nacionais se a economia continuar crescendo em média 5% ao ano. Para que o desenvolvimento não seja prejudicado pelo gargalo na infraestrutura portuária, o Governo Federal está aberto a perspectivas de investimentos internacionais nos complexos portuários brasileiros.

Um exemplo desta abertura do País ao capital estrangeiro no setor é que a estatal National Marine Dredging Company dos EAU (Emirados Árabes Unidos), especializada em dragagem esteve recentemente no Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, e demonstrou interesse no terminal.

Segundo a SEP (Secretaria Especial de Portos), a companhia árabe já possui um acordo com Goiás e teria objetivo de criar um corredor logístico para a região, com o terminal catarinense integrado ao projeto.

Além desta empresa, a DPWorld, também dos EAU, possui em conjunto com a Odebrechet, um terminal em Santos, o Embraport. A estrutura, que teve um orçamento de R$ 2,3 bilhões, foi projetada para ser a maior da América Latina e deve entrar em operação em 2013.

Outro país que tem interesse em investir no Brasil é a Alemanha, recentemente em visita ao Brasil, Peter Ramsauer, secretário de transportes, construções e desenvolvimento urbano alemão, se reuniu com membros da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e ressaltou a importância do relacionamento entre os dois países. “O Brasil tem um papel cada vez maior no cenário internacional e, portanto, queremos intensificar a nossa relação com. Há aproximadamente um ano e meio estamos focados nisso”, analisou.

Já José Augusto Fernandes, diretor-executivo da organização, enxerga os alemães como grandes parceiros para resolver gargalos históricos. “A Alemanha tem larga tradição em obras de infraestrutura e poderia ainda suprir as necessidades de equipamentos para os grandes projetos que estão se materializando no Brasil”, afirmou.

No entanto, os investimentos externos ainda são escassos nos portos nacionais, um dos possíveis motivos é o fato do capital estrangeiro só ter sido permitido no desenvolvimento dos terminais a partir de um decreto de lei de 2008.


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