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Comex com a China deve crescer em 2011


18/05/2011 – PORTAL WEBTRANSPO

Principal parceiro comercial do Brasil, a China deverá receber 21% a mais de mercadorias brasileiras neste ano. O valor, segundo o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), deverá atingir US$ 37,3 bilhões superando os US$ 30,8 bilhões de 2010.

Mas para que isso aconteça, alguns direcionamentos devem ser tomados na relação comercial dos dois países. Em encontro com representantes chineses, Fernando Pimentel, ministro de Comex, propôs que os dois países comecem a discutir uma mudança no padrão internacional de câmbio baseado no dólar.

“Não há mais justificativa para termos o mesmo padrão criado no século passado”, destacou. Chen Deming, ministro do comércio da China, disse apoiar a discussão, mas que este é um assunto a ser tratado a longo prazo pelos ministérios da fazenda e os bancos centrais dos respectivos países.

Além disso, o Brasil e a China devem aumentar a corrente de comércio e os investimentos mútuos, que devem garantir transferência de tecnologia e parceria. Para Pimentel, o aumento da corrente de comércio no primeiro quadrimestre mostra as boas perspectivas dessa relação comercial – US$ 20 bilhões, representando aumento de 45% em relação ao mesmo período do ano passado.

O ministro chinês disse reconhecer a preocupação brasileira e que apesar do déficit chinês, o país não adotará nenhuma medida que prejudique o Brasil. “Estamos de braços abertos para os produtos brasileiros, não vamos focar no superávit”, destacou.

Deming revelou que o seu país tem interesse em intensificar a relação comercial com o Brasil, que é o mais importante da América Latina. Mas, segundo ele, é necessário que o país realmente diversifique sua produção industrial e facilite os investimentos estrangeiros.

O governo asiático tem interesse de investir US$ 8 bilhões no Brasil atraidos pelo bom desempenho da economia e pela alta da renda per capita. No entanto, critica as deficiências em infraestruturas que tornam o País menos atrativo. "Há um déficit de infraestruturas. Existem deficiências inclusive na área de eletricidade, assim como em portos e estradas", analisou o ministro chinês.


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