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Modal aquaviário cresceu 50% em cinco anos


07/03/2012 - GUIA MARÍTIMO

Entre os anos de 2006 e 2010, o transporte aquaviário cresceu cerca de 50%, ganhando do transporte rodoviário, que se encaminha para um crescimento vegetativo, e do transporte ferroviário, que também vem perdendo ímpeto de crescimento, segundo dados elaborados por Peter Wanke, professor e doutor em Ciências em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ.

O professor destaca que a insuficiência da capacidade de atender a demanda nos terminais tem elevado significativamente os tempos de espera de atracação dos navios. Segundo os dados mais recentes publicados pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), o prazo tem chegado a dez dias. Na avaliação do professor, a atracação deveria ser feita em algumas horas ou, no máximo, em um dia.

“Dos diferentes elementos que compõem a infraestrutura portuária, que seriam canais, berços, silos, pátio de contêineres, portaria para acesso rodoviário e ferroviário, percebemos que é nos berços que se encontra o aspecto mais crítico. Não existe nos terminais brasileiros folga em termos de berço, não há capacidade para lidar com picos de demanda”, avalia Wanke.

Enquanto no Brasil o que se vê são projetos de expansão que seguem a demanda, no exterior a situação é diferente: “Lá fora vemos operações portuárias em que se tem vários quilômetros de cais e de berços já construídos esperando a demanda futura vir paulatinamente ocupar. Já a infraestrutura nova no Brasil, particularmente a portuária, já nasce defasada e insuficiente por natureza”, lastima.

Entre as principais soluções apontadas por Wak, está o investimento em todos os modais de transporte e não apenas na expansão da capacidade dos terminais.

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