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  Estrangeiras ameaçam subir tarifa aérea

Folha de S.Paulo - 11/01/2008
 
 
Em protesto contra uma medida prevista pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que aumenta a tarifa de permanência de aviões no aeroporto de Guarulhos (SP) em até 5.126%, as companhias estrangeiras que operam no país ameaçam promover aumentos nos bilhetes que podem chegar a até 200%. Acenam ainda com reduções significativas de vôos para o aeroporto paulista.

Por meio de carta à qual a Folha teve acesso e que foi enviada no final do ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado dessa ameaça pela Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo, na sigla em inglês).

Em dezembro de 2007, a agência reguladora lançou uma consulta pública propondo o aumento da tarifa de permanência para vôos internacionais no aeroporto de Guarulhos. A tarifa de pouso (que dá direito ao avião ficar três horas estacionado no aeroporto) não será alterada. Já a tarifa de permanência do avião no aeroporto, que tem que ser paga após essas três horas, aumenta de US$ 0,35 por tonelada a cada hora para US$ 18,29, um aumento de 5.126%.

Segundo a Anac, especialmente as estrangeiras deixam seus aviões parados muitas horas em Cumbica, que apresenta problemas de pátio, o que restringe outras operações que poderiam ser feitas no aeroporto. Como uma forma de direcionar esse tráfego para o Galeão, no Rio, a agência propõe a redução da tarifa de pouso no aeroporto de US$ 8,49 por tonelada a cada hora para US$ 1,42. As medidas propostas pela Anac atingem também o congestionado aeroporto de Congonhas (SP): se as empresas permanecerem até 45 minutos no aeroporto, pagam a tarifa anterior, de R$ 2,51 por tonelada a cada hora. O valor pode subir para R$ 403,3 se os aviões ficarem parados por mais de 166 minutos.
 
 
 
 
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