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O elevado custo do transporte, motivado por um "grave" problema na infra-estrutura brasileira, foi o maior empecilho apontado por exportadores de diferentes segmentos para a perda de competitividade do comércio exterior do País. A análise faz parte da pesquisa "Competitividade Brasileira nas Exportações", elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O levantamento, que contou com 247 questionários respondidos por empresas exportadoras, identificou 53 gargalos divididos em 11 fatores de concentração. Em cada um dos assuntos, o empresário poderia indicar um número de 1 a 5 para ilustrar os problemas que afetam a competitividade, sendo que 1 indicava (Sem impacto) e 5 (Impacto crítico).
O custo do transporte registrou pontuação de 4,23. Em segundo lugar aparecem as tarifas cobradas pelas administradoras portuárias e aeroportuárias com pontuação de 4,21, seguido pela alta taxa de juros com 3,96. Em terceiro aparece a ineficiência do governo no trato de barreiras internacionais, com 3,91, e a falta de incentivo a fornecedores de insumos com 3,78. A baixa eficiência de portos ganhou avaliação de 3,75, seguido pela falta de capacidade das empresas em oferecer preços competitivos no mercado (3,73). O excesso de leis (3,70) e tributos (3,65), além da situação precária das rodovias (3,63), completam os gargalos.
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