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Banco Central apresentará projeto de modernização de sistema de câmbio


10/03/2010 – DCI

SÃO PAULO - O Banco Central apresentará ao mercado o projeto "Modernização do Sistema Câmbio" na quarta-feira da próxima semana (17), a partir das 10h, na regional da instituição no Rio de Janeiro. A iniciativa tem como objetivo modernizar o chamado Sisbacen Câmbio, sistema usado por bancos e corretoras para o registro das operações com moedas estrangeiras. A intenção é simplificar e racionalizar os processos atualmente usados de forma a tornar o sistema mais simples, rápido e, como consequência, mais eficiente e com menos custos para instituições financeiras e clientes.

A assessoria de imprensa do BC esclareceu que não serão anunciadas mudanças regulatórias no mercado de câmbio. A apresentação diz respeito, apenas, à plataforma tecnológica que é usada desde os anos 80. Qualquer mudança regulatória precisa ser feita por Lei, decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) ou medida do Banco Central. "O escopo se restringe aos sistemas informatizados, nada altera as regras cambiais atualmente vigentes", segundo a assessoria de imprensa do BC.

De acordo com o convite enviado aos agentes financeiros, o novo sistema vai compreender operações do mercado primário - como comércio exterior e transferências - e também do segmento interbancário. Outra novidade é a criação de um ambiente de troca de mensagens entre o BC e as instituições financeiras, modelo usado com sucesso em outros sistemas eletrônicos do Banco Central.

Dois executivos do mercado de câmbio que participarão da reunião do BC do dia 17 estão otimistas com o projeto do BC de modernizar o chamado Sisbacen Câmbio, ainda que ponderem que não deve afetar as cotações, pelo menos não no curto prazo. Mas a perspectiva é de que a desburocratização dos processos atraia ainda mais fluxo de recursos ao País e reduza o chamado risco Brasil.

"O País continua em condições de liberalizar ainda mais o mercado de câmbio", diz Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, que diz ser esta uma meta antiga dos operadores. Há ainda muitos dados que precisam ser registrados em cada contrato, diz ela, e o fato de que a integração com o BC não é totalmente em tempo real, algo que ela espera que venha a acontecer com as mudanças. Para Miriam, "nos próximos anos, as modernizações podem facilitar o processo de internacionalização da moeda brasileira", acredita ela.


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